quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nós preferimos os bonzinhos?


Um amiga ontém me contou que um rapaz que trabalha com ela se declarou, disse que estava apaixonado por ela, que não era do tipo que saia por ai galinhando, que queria um relacionamento sério, visando um casamento.
Pensei que ela tinha na mesma hora aceitado o "pedido de casamento", afinal de contas, 90% das mulheres reclamam que os homens não querem se comprometer, só querem se divertir e permanecer solteiros o máximo de tempo possível!
(Leia-se: permanecerem solteiros até estarem na meia idade, começando a ficarem carecas e barrigudos e mesmo assim encontrar uma mulher com a metade da idade deles e casarem com ela!)
Mas ela não aceitou, me disse que era muito bonitinho, muito fofo, mas pouco atraente o jeito dele.
E eu preciso concordar com ela!
Já sofri por causa disso mais de uma vez, mas não consigo me sentir atraída por homem bonzinho, que tá sempre elogiando, sempre fazendo tuudo pra agradar, que é muito educado, fala manso e chama você de princesa, de bonequinha, esse tipo de coisa que seu pai fala!
Não que eu não goste de ser bem tratada, eu gosto, alias, eu exijo.
Mas não precisa também ser essa coisa "broxante" sabe?
Vou explicar!
Pra mim, homem não se preocupa em ser sempre legal com todo mundo;
Não precisa entender nada de moda, aliás, pega a primeira roupa que ve no guarda-roupa;
Não tem paciencia pra ir no shopping (coisa que nem eu tenho!);
NÃO GOSTA DE FAZER A BARBA! (mesmo porque homem de barba é tuudo de mais lindo e sexy que existe!);
Não gosta de filme romantico, assiste porque a namorada/mulher gosta;
Joga futebol até quando chove, quando tá cansado, quando ta com o pé quebrado;
Sempre esquece de cortar o cabelo;
Homem, pra mim, é quentinho sempre, até no frio!
Infelizmente é a realidade: homem bonzinho cansa!
É uma gracinha, é lindinho, a gente pode até sofrer menos com eles, mas cansa!
Homens bonzinhos dão ótimos amigos.
Só.
Eles não olham as mulheres na rua, você não precisa se preocupar quando ele sai sozinho, mas ele também não faz vc sentir aquele arrepio sabe?
E esse arrepio é bom demais!
É necessário!
Desculpem,bonzinhos, mas hoje é o dia dos cafas!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

'Liberdade é pouco.'

Ser livre é poder mostrar a língua quando eu quiser!



"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."
(Perto do Coração Selvagem- Clarice Lispector)


Trecho do Livro Perto do Coração Selvagem, da Clarice Lispector.
Maravilhoso o livro, todo mundo deveria ler.

E essa frase dele é bem conhecida.

Lembro que a primeira vez que eu li, vi que eu sempre tinha desejado isso.

Desejado essa coisa que não se chama liberdade, que vai além!

Parando pra pensar, eu percebi que nós nunca somos totalmente livres.

Estamos sempre sendo limitados: limitados pelo que a sociedade diz ser aceitável ou não, limitados por nossos medos, limitados pelo outro, limitados por nós mesmos.

A personagem de "Perto do Coração Selvagem" passa a vida tentando se libertar, tentando achar essa coisa, , tentando entender o que é realmente isso.

Já disse a própria Clarice Lispector:


"Porque há o direito ao grito.

Então eu grito."

Também não sei o nome, mas pra mim é gritar sem ter que ter motivo.

É rir quando me dá vontade.

É chorar quando me dá vontade também.

Pra mim, é não ter que fingir um gostar e nem um desgostar.

É amar quem eu quiser, porque eu quiser.

Não ter que justificar esse amor.

E poder gritar ele bem alto!

É poder ser criança quando eu quero.

É poder dançar como se ninguém tivesse olhando.

Poder decidir por mim o que é certo e o que é errado.

É 'não ter a limitação de viver apenas do que é passível de fazer sentido,

poder inventar minha própria realidade'.

Tem uma música do Claudio Zoli que eu adoro, e ela tem tudo a ver com tudo o que eu disse:


Livre para Viver

Claudio Zoli


Viver é bom demais
Ninguém vai me prender
Eu não me escravizei,
Nem me entreguei a você

Sou livre para amar,
Louco pra viver esse amor
Sou livre pra voar porque
Não me importa o céu azul, ou blue
Sou livre pra pensar,
Eu não devo nada a ninguém,
E a liberdade, é tudo que eu sonhei,
Eu vou viver, eu juro.

Faço minhas as palavras dele:
'Sou livre e vou viver, eu juro'.


quinta-feira, 30 de julho de 2009


Um amigo me disse há um tempo atrás que tinha visto um outdoor na rua escrito:
"Fulana (não lembro o nome dela), casa comigo?", e ele achou super legal, super romântico, a idéia do século.
No Orkut, naquele campo "O que me atrai", tem a opção "Demonstrações públicas de afeto".
Por mais romântica que eu seja, e eu sou, não consigo achar esse tipo de coisa legal.
Igual a gente vê nos filmes o mocinho pedir a mocinha em casamento no meio de um jogo, no placar sabe.
Acho que sou diferente do resto das pessoas.
Não gosto dessa coisa pública, desse estardalhaço todo.
Pra mim parece que se alguém precisa de tudo isso pra convencer o outro que realmente ama, não é sincero.
Como se tivesse tentando se convencer disso.
Ou quisesse mostrar pros outros uma coisa que a pessoa não é, um sentimento que na verdade não sente.
É só a minha opnião, claro.
Mas acho muito mais sincero, muito mais romântico, um 'Eu te amo' quando você nem tá esperando.
É o máximo que você pode dizer pra alguém.
Pra mim não tem nada mais romântico que alguém dizer que te ama e você saber que a pessoa tá sendo sincera.

Tem um poema do Mario Quintana que eu lembrei na hora que esse meu amigo me contou do outdoor:

"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho,
que a vida é breve,
e o amor mais breve ainda..."

Mário Quintana


Adoro esse poema, o nome dele é Bilhete.
É a mais pura verdade!
Amor que é amor tem que ser vivido, mas tem que ser vivido entre duas pessoas.
E só.


Ps.: Foto do meu irmão porque ele tá viajando e to com uma saudade dele!
):

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Maior fraqueza

"Os fracos nunca podem perdoar."
Mahatma Gandhi

Sempre concordei, sempre achei perda de tempo guardar ressentimento. Acho mais fácil perdoar, esquecer e pronto.
Perdoo quase tudo com muita facilidade, perdoo e esqueço.
Mas as vezes eu sou fraca.
Tem certas coisas que são tão dificeis de perdoar!
Que por mais que eu tente, não perdoo e muito menos esqueço!
Não conseigo perdoar porque não consigo entender!
Não entendo a capacidade de fingir um sentimento.
A facilidade em dizer coisas que não são verdade....
e a dificuldade em ser sincero.
Não entendo a facilidade em esquecer.. o que eu não esqueço de jeito nenhum!
Não entendo e não perdoo!
Sou fraca, eu acho.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

'como se houvesse alguma forma de eu existir sem precisar de você!'

“Eu podia ver nos seus olhos, que você honestamente acreditou que eu não te queria mais. O conceito mais absurdo, mais ridículo – como se houvesse alguma forma de eu existir sem precisar de você!”

Um dos filmes mais românticos que eu ja vi!

Talvez O mais romântico: Crepúsculo.
Confesso que quando ouvia falar tinha um certo preconceito, pela grande quantidade de adolescentes enlouquecidas pelo filme.
Pensava ser alguma coisa no estilo Hannah Montana (Sem crítica, é só a minha opnião.)
Mas, felizmente, estava enganada.
Assisti o primeiro filme e ele mexeu comigo de uma maneira que não sei nem explicar!
Porque ele mostra o amor da maneira mais pura, mais sincera, mais incondiconal que eu já tinha visto!
É como se eles fossem realmente feitos um pro outro, como se a vida de um dependesse da vida do outro!
Obviamente tive que procurar e ler os outros 4 livros da série, e eles só confirmaram minha impressão: é a história de amor mais... Não sei a palavra!
Mais impossível e, ao mesmo tempo, mais verdadeira!
Ele luta contra todos seus instintos e ela abre mão de sua vida humana por esse amor!
Nós, de certa maneira, muitas vezes vamos contra nossos instintos ao amar alguém!
Amamos sem saber o porquê, mas amamos e, pra mim, esses são os maiores amores.
Na verdade, ela não abre mão de sua vida humana, porque pra ela só existe realmente vida com ele!
Então, na verdade, ela não está abrindo mão de nada.
Um outro trecho do livro:


“Eu pensei que já havia explicado isso claramente antes. Bella, eu não posso existir num mundo onde você não exista”.


Ele diz isso a ela também.

É como se a existência dele dependesse realmente dela, literalmente!

É assim que deveríamos amar: dessa maneira incondicional, sem reservas, sem limites...

É raro hoje em dia, mas não impossível.

Já disse Cazuza:


"O nosso amor a gente inventa."


(Acho que não é isso que ele quis dizer, mas vou interpretar do jeito que eu quero!)

Se é a gente que inventa, então que invente um amor assim!

E que ele não acabe e a gente não tenha que fingir que ele não existiu!








sexta-feira, 10 de julho de 2009

'Porque metade de mim é amor...'

Metade- Oswaldo Montenegro

Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.



Essa música é perfeita!
Concordo com cada estrofe, cada verso, concordo com cada palavra!
Pra mim ela mostra (digo pra mim porque acho que cada poesia, cada música, é interpretada de um jeito diferente por cada pessoa, de acordo com o que ela sente, o que ela vive, o que ela pensa) como nós, seres humanos, somos complexos, inconstantes em quase todos os aspectos da vida.
Temos medo, mas queremos experimentar.
Queremos gritar o que pensamos, o que sentimos, e ao mesmo tempo, queremos silenciar.
Queremos ir e queremos ficar, dizer e não dizer...
Falar sobre nossos espinhos e não falar, deixar que o tempo se encarregue.
Estamos em constante inquietação, constante descontentamento!
E é isso que nos torna tão complexos, mas nos torna também melhores.
Ou muitas nem melhor e nem pior, apenas diferente. (O que pra mim é melhor que ter 'aquela velha opnião formada sobre tudo.')
Mas o final da música fala da única coisa em que somos constantes!

'E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.'

Minha parte preferida!
Podemos até negar, nesse mundo de relações superficiais, mas a verdade é que amar é universal!
Todos nós ficamos um pouco loucos quando amamos,
um pouco irresponsáveis,
um pouco criança,
e ao mesmo tempo um pouco mais adulto.
Um pouco mais livres,
mais felizes,
ou muitas vezes mais tristes...
Mais ainda assim, mais completos.
É uma visão romântica?
É.
Mas é a minha visão e não pretendo mudá-la!
Fomos todos 'feitos pro amor da cabeça aos pés.'

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Hoje eu preciso gritar o meu amor!

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida."

Uma parte do texto "O amor", de Carlos Drummond de Andrade.
Um dos primeiros textos dele que eu li e que sempre mexeu comigo!
Sempre me perguntei se um dia sentiria isso por alguém, aliás sempre me perguntei se isso realmente existia.
Pra mim era uma maneira de dizer, um jeito do texto ficar mais bonito.
Não achava que seria possível sentir esse tipo de sentimento por alguém, essa coisa involuntária, essa urgência...
Me enganei. Felizmente, me enganei.
Descobri que sim, o coração acelera e descelera a ponto de quase realmente parar de funcionar.
Descobri a vontade de ficar braços de alguém o resto da vida.
Descobri a urgência em ver, tocar, sentir alguém,
como se esse alguém fosse como o ar: indispensável!
Descobri que é possível preferir uma hora com uma única pessoa, que uma vida inteira com o mundo todo.
Descobri que o tempo parece literalmente parar as vezes...
Descobri que a vida pode sim adquirir um sentido novo, uma cor nova!
Descobri que pode não existir afinidade nenhuma,
pode não fazer muita lógica,
pode não fazer muito sentido...
Mas descobri que o amor não precisa de afinidade, nem de lógica e nem de sentido!
Precisa de coração, preciso de intensidade, de duas pessoas que se amam porque se amam. E ponto.
Descobri que muitas vezes se torna impossível imaginar um futuro sem incluir esse alguém!
Que é possível amar tanto, querer tanto,
que é como se o outro se tornasse uma parte de mim, como se a minha existência dependesse da dele!
Descobri que que não tão dificil quanto eu pensava dizer eu te amo...
Descobri então...
que eu amo!